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Descubra o Palácio Real de Madrid

10 motivos para visitar o Palácio Real de Madrid

O Palácio Real de Madrid é um dos monumentos mais visitados de Espanha e um imprescindível na sua visita a Madrid. Construído no século XVIII pela dinastia dos Bourbon, é o maior Palácio Real da Europa Ocidental. Ocupa uma área de 135.000 m² e alberga 3.418 quartos, quase o dobro do Palácio de Buckingham, em Londres, ou do Palácio de Versalhes, em Paris. Se quer saber por que é uma visita obrigatória com a Pancho Tours, continue a ler.

1. O Palácio foi construído sobre o antigo Real Alcázar de Madrid

Sabia disso? O Palácio Real de Madrid foi construído sobre os pilares e terrenos do antigo Real Alcázar. O Real Alcázar de Madrid foi o palácio real da monarquia até 1734. Nesse ano, grande parte do palácio foi destruída por um incêndio de origem desconhecida, precisamente na noite de Natal, salvando-se apenas o que se conserva do Palácio do Tesouro.

Ao longo da sua história, o Alcázar sofreu várias remodelações, especialmente as realizadas por Filipe II, o maior dos Habsburgos, que o estabeleceu como sua residência até à mudança para El Escorial.

O incêndio serviu de oportunidade para que os então monarcas da dinastia já borbónica o derrubassem e construíssem um novo palácio mais moderno, de acordo com o gosto e a estética da época. Assim, em 1738, sob o reinado de Filipe V de Espanha (o monarca com o reinado mais prolongado do país), inicia-se a construção do novo Palácio Real, cujas obras terminaram já no reinado do seu sucessor, Fernando VI. Os arquitetos que dirigiram as obras em várias etapas foram Filippo Juvara, Juan Bautista Sachetti, Ventura Rodríguez e Francesco Sabatini, de quem os famosos jardins do Palácio tomam o nome.

2. O Palácio Real é a residência oficial dos Reis de Espanha

Embora os atuais reis de Espanha (Felipe VI e Letizia Ortiz) não residam ali, o Palácio Real é a residência oficial da Coroa espanhola. Assim, o Palácio é utilizado pela Coroa para a celebração de cerimónias de Estado e atos solenes.

Por outro lado, o rei Felipe VI reside no Palácio da Zarzuela — situado nos arredores de Madrid —, num edifício anexo ao recinto principal construído em 2002. Ali também residem, no edifício principal, os pais do monarca, os Reis Eméritos Juan Carlos I e Sofia. E ali se encontram a sede da Casa de Sua Majestade o Rei e o gabinete de Felipe VI.

3. O Palácio Real alberga a coroa e o cetro reais

Na chamada Sala da Coroa, situada no que outrora foi a Câmara da Rainha Maria Cristina, guardam-se os símbolos da monarquia constitucional espanhola: a coroa e o cetro real. A sala está decorada com tapeçarias que representam as quatro estações e foi remodelada por ocasião da proclamação de Felipe VI, em 2014.

A Coroa Real atual provém do reinado de Carlos III. É trabalhada em prata cinzelada, repuxada e dourada. O cetro é algo mais antigo. Data do reinado de Carlos II e é realizado em cristal de rocha, filigrana de prata dourada, esmaltes e granadas engastadas. Ambos os símbolos são emblemas da monarquia hispânica desde o reinado de Isabel II.

4. O Palácio Real de Madrid também é chamado de Palácio de Oriente, em honra à praça homónima

O Palácio Real também é conhecido como Palácio de Oriente — apesar de se situar na parte mais ocidental de Madrid. O nome deve-se à sua localização na Plaza de Oriente, desenvolvida posteriormente ao Palácio e que recebeu esse nome por estar situada a leste do edifício real.

A Plaza de Oriente estava pensada para ser uma avenida que desembocaria no palácio, segundo as ordens e ideia de José Bonaparte, embora mais tarde tenha sido configurada como uma grande praça anexa ao conjunto palaciano, tal como a conhecemos agora. Se visitar a praça, não deixe de ver a coleção escultórica de vinte reis espanhóis — cinco visigodos e quinze de reinos cristãos —, colocadas a ambos os lados dos jardins centrais.

5. O Palácio Real de Madrid contém a mais importante coleção de Stradivarius

Muitos visitantes não sabem que o Palácio Real de Madrid guarda no seu interior o quarteto dos Stradivarius Palatinos. Trata-se do conjunto de instrumentos mais importante do mundo realizado pelo famoso luthier italiano Antonio Stradivari.

O quarteto dos Stradivarius Palatinos é composto por dois violinos, uma viola e um violoncelo que, devido à sua ornamentação, também são denominados Stradivarius decorados. Além disso, o Palácio alberga também outro violoncelo do mesmo autor, datado de 1700. Todos estes instrumentos foram adquiridos pelo monarca Carlos IV em 1775.

6. Poderá visitar os Jardins do Palácio Real 

Todo palácio tem os seus belos jardins, e o Palácio Real não é exceção. O conjunto do Palácio Real de Madrid contempla dois jardins principais, que não pode perder na sua visita.

Por um lado, encontram-se os chamados Jardins do Campo do Mouro. Receberam este nome porque aí acamparam as tropas do emir almorávida Alí ibn Yusuf, no ano de 1109. Após várias remodelações, o seu estilo atual é o dos parques ingleses do século XIX.

Recomendamos também a visita aos Jardins de Sabatini, situados na parte norte. Estes jardins, pelo contrário, seguem o estilo francês e foram criados nos anos 30 do século XX. Estão adornados com um lago e uma coleção de estátuas de reis espanhóis.

7. O Palácio alberga uma importante coleção de pinturas

Se é amante de arte, não pode deixar de visitar o Palácio Real de Madrid. No Palácio verá algumas peças da grande coleção real, cuja maior parte se conserva no Museu do Prado. Poderá admirar obras de grandes pintores da época: Goya, Velázquez, Caravaggio, Bassano, Rubens, Giordano ou Sorolla, entre outros.

Além disso, irão maravilhá-lo os frescos que decoram as abóbadas do Palácio, nos quais intervieram artistas como Battista, Mengs, Bayeu ou Giaquinto. Não perca nenhum detalhe na sua visita, pois as obras de arte estão distribuídas pelos diversos salões, bem como na zona denominada museu de pintura.

8. O Palácio Real conserva a maior coleção de relógios de Espanha

Se adora objetos de época, não pode perder esta espetacular coleção. Nela poderá ver relógios do período rococó, construídos para Fernando VI pelo relojoeiro suíço Pierre Jaquet-Droz, um dos mais destacados da sua época.

Outras peças interessantes são o relógio El Calvario, do século XVII e construído em Nuremberga, ou um relógio oferecido pelo presidente do Peru a Afonso XIII em 1906 e construído em 1878, elaborado em ouro, prata e marfim.

9. Poderá assistir à Mudança da Guarda do Palácio Real de Madrid

Recomendamos que, se visitar o Palácio Real de Madrid, aponte na sua agenda assistir ao Relevo Solene da Guarda Real. Este tem lugar nas primeiras quartas-feiras de cada mês ao meio-dia, e nele participam 4000 pessoas e 100 cavalos, tal como se fazia nos tempos dos reis Afonso XII e Afonso XIII.

Se a sua visita não coincidir com essa data, pode assistir à Mudança da Guarda do Palácio Real, que se realiza todas as quartas-feiras e sábados do ano, das 11 às 14 horas. Nela efetua-se um relevo a cada 30 minutos, com a participação de um total de 14 membros da guarda real e 4 cavalos. Uma nota interessante: a guarda enverga os uniformes do exército espanhol da época de Afonso XIII.

10. O Palácio de Madrid guarda a segunda melhor coleção de tapeçarias do mundo  

Por último, não deixe de ver a segunda melhor coleção de tapeçarias do mundo, depois da do Palácio do Quirinal, em Roma. Esta belíssima coleção contém panos fabricados em Bruxelas no século XVI e tapeçarias da Real Fábrica de Tapeçarias de Madrid, elaboradas no século XVIII sobre cartões de Francisco de Goya. Um conselho: não perca as belíssimas tapeçarias que cobrem as paredes da Sala de Jantar de Gala!